Relacionamentos: A pessoa certa

Porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus (Rt 1:16)*

A história de Rute é muito conhecida, e o versículo acima é muito usado principalmente em rituais de casamentos evangélicos. Porém há uma coisa neste versículo que me chamou a atenção, e muitos não percebem a dimensão dessa fala e da decisão que Rute tomou.

O cenário da época de Rute era o seguinte: os israelitas não tinham um Rei, e eram governados por juízes que Deus levantava para livrá-los das mãos de seus inimigos. Podemos dizer que o povo de Israel vivia em altos e baixos, quando estavam com Deus tudo ia bem e Ele os abençoava; porém o povo teimava em desviar-se e adorar a outros deuses, e isso fazia com que Deus os abandonasse e entregasse-os nas mãos de seus inimigos.

Elimeleque foi para a terra dos moabitas, pois uma grande fome havia atingido Judá, e foi lá que Rute casou-se com um de seus filhos, após sua morte, e viveram juntos por quase dez anos. Os dois filhos de Elimeleque e Noemi também vieram a falecer e, vendo-se sozinha em uma terra estrangeira, Noemi decide voltar para seu povo, deixando assim suas duas noras livres para voltar para suas famílias.

Então levantaram a sua voz, e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra, porém Rute se apegou a ela. Por isso disse Noemi: Eis que voltou tua cunhada ao seu povo e aos seus deuses; volta tu também após tua cunhada. (Rute 1:14-15)*

O povo moabita tinha por costume adorar aos deuses Quemos (Jr. 48:13), Baal-peor (Nm. 25:3) e a outros deuses, e até faziam sacrifícios humanos para adorá-los(2Rs. 3:27). A escolha de Rute não foi apenas a de continuar ao lado de Noemi, afinal de contas se continuasse em sua terra poderia casar-se novamente, voltar aos seus costumes e religião. O amor que Rute sentia por Noemi era tão forte que ela aceitou mudar toda a raiz moabita que ela carregava desde criança para seguir outros costumes, outra religião e outro povo.

Teoricamente os filhos de Rute tomaram para si mulheres pagãs para serem suas esposas. Trazendo para os dias de hoje, chamaríamos isso de “Jugo desigual”, como podemos ver em 2 Coríntios 6:14 “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” . Porém, o cruzamento de Rute e Noemi já era um plano de Deus, pois mais tarde Rute casou-se novamente com um judeu (Boaz), tornando-se avó do Rei Davi e da linhagem de Jesus. (Rt. 4)

A lição que tiramos da história de Rute é que devemos sempre consultar Deus em relação a nossos relacionamentos. Será que ele ou ela é realmente a pessoa que Deus escolheu para mim? Faça sempre uma reflexão consigo mesmo e pense se a outra pessoa está disposta a juntar-se ao seu povo e ao seu Deus; deixar para trás costumes e religiões que até então faziam parte de sua vida para estar ao seu lado e viver uma nova vida. Busque sempre a direção de Deus!

* Negrito da autora.

Escrito por: Kátia Kiss

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